ORLANDO MARTINS PINHEIRO por Des. Brandão de Carvalho

Poder Judiciário 2025-08-05

A Justiça do Piauí, os amigos, a Maçonaria, perdem uma das figuras humanas mais solícitas, de uma alegria incalculável, atributos excepcionais, vocacionado e testado ao vestir a toga, exercitar o direito, distribuir a Justiça, em todas as Comarcas onde pontificou, um construtor de amizades, um arquiteto de pontes interligando as pessoas, interagindo com elas, sempre com um riso e uma boa dose de comicidade que nos fazia rir através de uma espiritualidade cativante.

 

Quem poderia ser esse homem de excelsas qualidades? Que buscava a alegria e expulsava a tristeza? Que transformava as lágrimas e os prantos em sorrisos?

 

O juiz Orlando Martins Pinheiro

 

Conheci toda família, mãe e pai, foram meus vizinhos na Avenida Joquei Clube, principalmente a condutora da família, sua mãe, eu ainda muito jovem residindo nos apartamentos que levavam o nome dos Estados Brasileiros, que ainda hoje existem.

 

Orlando Martins Pinheiro, ainda universitário, trabalhava em vendas de veículos, sua delicadeza, educação, fazia o cliente sair da loja com a chave do carro na mão, na sua expressiva qualidade de interagir e comunicar-se com os clientes.

 

Levou consigo essa lhaneza de tratar as pessoas para a magistratura arrebanhando pessoas, na arte de distribuir Justiça, não mais como homem habilitado as atividades comerciais, mas como um juiz articulado, probo, imparcial, justo, obedecendo sempre o lema da Maçonaria, aonde exerceu vários cargos litúrgicos na arte de servir a todos, aconselhando, absolvendo ou condenando como um servo da lei.

 

Na Justiça, foi um juiz diferente, em todas as varas que ocupou, na incessante procura da pacificação das partes enquanto exerceu seu ministério de servir e nunca ser servido!

 

O Grande Arquiteto do Universo, aquele que tudo pode e tudo faz, com certeza arquitetou sua morada definitiva na cidade eterna!

 

Receba Orlando Martins Pinheiro, o agradecimento de todos nós por termos convivido ao seu lado, sua família, nosso até breve quando nos encontraremos na casa do pai, GADU, na nossa expressão maçônica!

 

Estivemos ausentes devido seus problemas de saúde, mas nunca nos afastamos espiritualmente, acompanhando toda essa longa travessia das dores humanas às quais todos nós estamos sujeitos até partir para o Oriente Eterno.

 

Vai aqui nessa crônica, o sentimento por mim tocado de saudades infinitas de todos os amigos e irmãos que tiveram a felicidade de conhecê-lo como um ser humano envolto de excelentes virtudes!

 

Sua obra, seus exemplos ficam, nossa Academia da Magistratura se empobrece por sua falta, entretanto a semente que você plantou ao meu lado como confrade fundador permanecerá “ad eternam”.

 

Des Brandão de Carvalho

Presidente da Academia de Letras da Magistratura Piauiense