Deputado do PDT é alvo de operação por suspeita de desvios de emendas parlamentares
JOTA.Info 2026-01-13
Agentes da Polícia Federal cumprem nesta terça-feira (13/1) nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apuração de desvios no uso de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os alvos está o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). A ação faz parte de mais uma fase da Operação Overclean e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
Nunes Marques determinou ainda o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos.
Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
Não é a primeira vez que o deputado é alvo da Operação Overclean. Em junho de 2025, o ministro Nunes Marques autorizou a quebra do sigilo telefônico do parlamentar. A medida fazia parte de um conjunto de ações autorizadas pela Corte, que incluía o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão.
Félix Mendonça é de Itabuna (BA) e deputado federal desde 2011. Ele compõe a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e o Grupo de Trabalho que discute a Proteção de Crianças e Adolescentes em Ambiente Digital. Em 2022, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 3 milhões.
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) afirmou, em nota, que recebeu com surpresa a ação da PF. O deputado “reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia”.